Scarlett Johansson e mais de 700 artistas acusam empresas de IA de roubo em grande escala

The Cyber Tunnel
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Uma coligação de peso, composta por mais de 700 artistas de renome, incluindo Scarlett Johansson, a banda R.E.M. e Vince Gilligan, o criador de Breaking Bad, lançou um manifesto contundente contra as gigantes tecnológicas. O grupo exige o fim imediato do uso não autorizado das suas obras para o treino de modelos de Inteligência Artificial, apelidando a prática de “roubo”.

A nova campanha, intitulada apropriadamente de “Roubar não é Inovação”, defende que o caminho para o progresso tecnológico deve passar pela ética e responsabilidade. Segundo a informação divulgada no site oficial da iniciativa Stealing isn’t Innovation, os artistas exigem o estabelecimento de parcerias e o devido licenciamento de conteúdos, em vez da apropriação indevida que tem marcado o setor.

O valor da criatividade sob ataque

No comunicado divulgado, o grupo destaca que a comunidade criativa americana é uma referência mundial e um motor vital para a economia e criação de emprego. No entanto, acusam as grandes tecnológicas, muitas vezes apoiadas por fundos de capital privado, de desrespeitar este ativo. O argumento central é que estas empresas estão a construir as suas plataformas de IA com base no trabalho de criadores, sem qualquer autorização ou respeito pela lei dos direitos de autor.

A carta aberta alerta ainda para as consequências nefastas desta “apropriação ilegal de propriedade intelectual”. Segundo os signatários, esta prática resultou num ecossistema de informação poluído por desinformação e deepfakes. O grupo descreve o cenário atual como uma “avalanche artificial e insípida de materiais de baixa qualidade”, ou “lixo de IA”, que ameaça não só a integridade artística, mas também a competitividade internacional e a própria superioridade tecnológica.

Conflitos com a OpenAI e Grok aumentam a tensão

A tensão entre criadores e empresas de tecnologia não é nova. A OpenAI chegou a argumentar no passado que seria “impossível” treinar modelos de IA sem utilizar materiais protegidos por direitos de autor, alegando que a lei atual cobre praticamente todas as formas de expressão humana. Contudo, atores, músicos e autores rejeitam esta premissa, especialmente quando veem a sua imagem ou voz serem replicadas ou transformadas em conteúdos de qualidade duvidosa por grandes modelos de linguagem (LLMs).

Scarlett Johansson, uma das vozes mais ativas neste movimento, já tinha ameaçado a criadora do ChatGPT com ações legais em 2024, após o lançamento de um assistente de voz que clonava eficazmente a sua voz sem consentimento. Mais recentemente, o modelo Grok, de Elon Musk, foi alvo de acusações graves por ter gerado milhões de imagens sexualizadas de pessoas reais em apenas alguns dias.

O grupo conclui com um aviso sério sobre as intenções das “Big Tech”, acusando-as de tentar alterar a legislação para legitimar o que consideram ser “roubo em grande escala”, permitindo a construção de impérios de IA sem pagar aos humanos que realizaram o trabalho original.



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