Nissan recua nos elétricos e foca produção norte-americana em veículos a combustão

The Cyber Tunnel
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conceito de EV da Nissan

A Nissan recuou no seu plano de investir cerca de 460 milhões de euros na produção exclusiva de veículos elétricos na sua fábrica de Canton, no estado do Mississippi. De acordo com o comunicado partilhado pelo Automotive News, a fabricante automóvel vai readaptar a unidade para fabricar veículos a gasolina e híbridos, ajustando assim a sua estratégia face à procura do mercado norte-americano.

O travão na expansão elétrica

O projeto original integrava a visão corporativa apresentada em 2021, que pretendia transformar as instalações de Canton num centro dedicado à produção de baterias e novos modelos sem emissões, com a meta de comercializar 200 mil automóveis elétricos nos Estados Unidos até 2028. Contudo, as fracas vendas no mercado interno e a eliminação do incentivo fiscal de cerca de 7000 euros por parte da administração de Donald Trump ditaram a mudança de rumo da empresa.

A decisão tem um impacto direto nos lançamentos da marca. No ano passado, a fabricante já tinha cancelado a chegada do crossover Ariya e de duas berlinas elétricas aos Estados Unidos. Agora, o plano para expandir a unidade de Canton foi totalmente suspenso, o que afeta também a produção do futuro modelo PZ1K, que seria montado naquelas instalações.

Nova aposta e o contraste global

Em vez de modelos movidos a bateria, a fábrica vai assumir a produção de automóveis com motores de combustão interna e híbridos. O início das operações com a nova estratégia será marcado pelo todo-o-terreno Xterra, que chega aos Estados Unidos até 2028, seguido por uma versão alargada do Nissan Frontier e, pelo menos, três outros modelos construídos sobre a mesma plataforma.

A mudança na estratégia alinha a empresa com as decisões recentes de outros gigantes da indústria nos Estados Unidos. Fabricantes como a GM e a Ford também reduziram os seus programas elétricos em favor dos motores tradicionais. No entanto, o cenário norte-americano contrasta de forma acentuada com a realidade noutras regiões do globo. Na Ásia e na Europa, as vendas de automóveis elétricos continuam a atingir novos máximos, fortemente impulsionadas pelos preços recorde dos combustíveis fósseis resultantes da guerra entre os Estados Unidos e o Irão.



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