
Se és um jogador casual de Fortnite, podes respirar de alívio por enquanto. No entanto, se tens ambições de participar em qualquer torneio oficial do jogo, a Epic Games tem más notícias se o teu computador não estiver devidamente “blindado”. A empresa decidiu elevar a fasquia da segurança e, a partir de agora, impõe requisitos técnicos rigorosos para quem quiser competir.
Apesar dos rumores recentes de que estas medidas chegariam a todos os jogadores, a mudança afeta, para já, apenas a elite competitiva. Contudo, a mensagem é clara: a tolerância para ambientes de sistema inseguros é zero.
Regras mais rígidas para todos os competidores
Não é a primeira vez que a Epic Games solicita medidas de segurança avançadas. Há cerca de um ano, a editora anunciou que os participantes dos eventos FNCS (Fortnite Champion Series) com nível de conta 350 ou superior precisariam de ter o TPM (Trusted Platform Module) e o Secure Boot ativados.
Agora, a regra generalizou-se. A Epic exige estas configurações, juntamente com a segurança baseada em virtualização (VBS), para todos os torneios de Fortnite. Basicamente, se queres ver o teu nome na tabela de classificação e ganhar prémios, o teu PC tem de cumprir os mesmos requisitos de segurança exigidos oficialmente pelo Windows 11.
Embora outros títulos de peso, como Valorant e Battlefield 6, já exijam estas funcionalidades para que o jogo sequer inicie, o Fortnite mantém-se mais acessível para o jogador comum. A Epic parece estar ciente dos riscos de relações públicas que adviriam de bloquear milhões de jogadores casuais devido a requisitos técnicos controversos, mas no cenário competitivo, a integridade do jogo fala mais alto.
O combate aos “cheats” de nova geração
O objetivo destas exigências não é complicar a vida aos utilizadores honestos, mas sim travar a proliferação de software de batota sofisticado. Estamos a falar de programas que operam no “Ring 0” ou até “Ring -1” — níveis de privilégio do sistema tão profundos (ao nível do kernel ou hipervisor) que as ferramentas anti-cheat tradicionais não os conseguem detetar.
Muitas destas ferramentas de batota exigem que o utilizador desative funcionalidades de segurança como o VBS para funcionarem. A lógica da Epic é simples: um sistema com estas proteções desligadas não é fiável para competição.
Esta batalha tecnológica é acompanhada por uma ofensiva nos tribunais. Segundo o comunicado oficial da equipa de Fortnite, a empresa moveu várias ações judiciais em 2025 contra criadores de cheats e vendedores de contas roubadas, demonstrando que a luta se faz em duas frentes: no código e na lei.
Para os jogadores afetados que utilizam sistemas Intel ou AMD, a solução passa por visitar a BIOS/UEFI e ativar opções como “Trusted Computing”, “IOMMU” (ou VT-d) e o Secure Boot. Se o teu hardware for capaz de correr o jogo com fluidez, é quase certo que suporta estas tecnologias. Resta saber se estas medidas ficarão confinadas aos torneios ou se, no futuro, chegarão ao Battle Royale casual.
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