Cabos e portas USB: descodifica as cores e símbolos para evitar transferências lentas

The Cyber Tunnel
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entrada de cabo USB

A ligação USB deveria ser um padrão simples e universal, mas a evolução ao longo das décadas transformou o conetor num verdadeiro labirinto de velocidades, cores e símbolos. Saber o que cada porta do teu portátil ou cabo é capaz de fazer tornou-se essencial para otimizar o tempo e evitar transferências de dados desnecessariamente lentas.

A compra de um novo periférico ou cabo USB pode parecer confusa, mas uma análise rápida aos identificadores físicos permite descobrir a capacidade real do equipamento. Ao decifrares estes elementos, consegues ligar os dispositivos certos às portas adequadas, garantindo o máximo desempenho da tua máquina.

O significado do tridente e das cores

O logótipo clássico do tridente está presente desde o final dos anos 1990. Quando surge isolado, indica a versão USB 2.0, lançada no ano 2000. Apesar de ter chegado ao mercado com a marca “High Speed”, a sua largura de banda de 480 Mbps é hoje lenta, servindo perfeitamente para ligar um rato ou teclado onde a velocidade não tem peso crítico.

A geração USB 3 trouxe várias atualizações e uma nomenclatura turbulenta. O USB 3.0 (5 Gbps), USB 3.1 (10 Gbps) e USB 3.2 (20 Gbps) adotaram inicialmente a designação “SuperSpeed” (SS) ou “SuperSpeed+” acompanhada da velocidade. O modelo 3.2 chegou mesmo a chamar-se “SuperSpeed USB 20Gbps”. Desde 2022 que os nomes foram oficializados de forma mais percetível como USB 5Gbps, USB 10Gbps e USB 20Gbps.

entrada de cabo USB

As portas físicas usam também códigos de cor, sendo o branco, preto e azul os únicos oficialmente reconhecidos. As portas pretas ou brancas indicam USB 2.0, enquanto o azul sinaliza habitualmente ligações de 5 Gbps. As portas vermelhas identificam velocidades de 10 Gbps ou 20 Gbps e, à semelhança das portas amarelas (que podem ser USB 2.0 ou 5 Gbps), fornecem energia aos dispositivos mesmo com o computador desligado. Atualmente, os fabricantes privilegiam a impressão de símbolos em detrimento das cores para evitar confusões.

A era do USB4 e funcionalidades extra

O USB4 marcou o mercado em 2019 com velocidades de 20 Gbps ou 40 Gbps. O logótipo reflete esta capacidade com o tridente, o respetivo número e um semicírculo. O recente USB4 2.0 aterrou em 2022 com um débito massivo de 80 Gbps, operando exclusivamente através de conectores USB-C. Um conetor USB-C não garante, por si só, velocidade máxima, referindo-se apenas ao formato físico do cabo ou porta.

Para ilustrar o impacto prático desta evolução, basta olhar para a transferência de 100 GB de dados. Num cabo USB 2.0, a operação exige 28 minutos. Com o padrão de 5 Gbps, a espera cai para dois minutos e 40 segundos. O USB4 resolve exatamente a mesma transferência em 20 segundos.

Existem ainda selos de capacidade extra que garantem funcionalidades específicas. O ícone do raio representa a tecnologia Thunderbolt, que exige requisitos mínimos de hardware, como a capacidade de transmitir sinal para dois ecrãs 4K no caso da versão Thunderbolt 4. O logótipo DisplayPort assegura a saída de vídeo, enquanto a menção “PD” ou o ícone de uma bateria indicam a presença de Power Delivery. Esta última tecnologia ajusta a energia entregue de forma inteligente, identificando a porta ideal para carregar portáteis compatíveis.



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