
A Revolut anunciou que vai disponibilizar, a partir de 31 de julho, a possibilidade de os clientes em Portugal investirem diretamente em fundos de mercados privados através da sua aplicação. A novidade resulta de uma série de acordos de distribuição com quatro gestoras de ativos com presença internacional.
Democratização dos mercados privados
A nova aposta foca-se em investimentos corporativos, dívida e infraestruturas, produtos que não apresentam negociação diária em bolsa. Historicamente, esta categoria financeira tem sido dominada por fundos de pensões, fundos soberanos e grandes investidores institucionais, uma exclusividade ditada pelos elevados montantes mínimos de entrada e pela complexidade dos processos de subscrição.
Para contornar estas barreiras e levar a oferta aos investidores particulares, a empresa estruturou os fundos ao abrigo do regime europeu ELTIF 2.0 (European Long-Term Investment Fund). Este enquadramento regulamentar autoriza a distribuição de fundos de longo prazo ao público geral e viabiliza a implementação de estruturas de investimento permanentes, habitualmente designadas no setor financeiro como soluções ‘evergreen’.
Parcerias e avaliação rigorosa
A concretização deste serviço apoiou-se em acordos estratégicos com as sociedades Apollo, Ares, Hamilton Lane e Partners Group. Segundo as informações da plataforma, estas quatro entidades supervisionam, no seu conjunto, mais de 2,5 mil milhões de euros em ativos.
A integração de qualquer novo fundo na aplicação obedece a critérios de seleção apertados. A equipa interna da fintech realiza uma auditoria detalhada antes da disponibilização ao consumidor, avaliando a estratégia de investimento, o histórico de rentabilidade e a própria estrutura operacional, de modo a atestar a solidez do desempenho do fundo ao longo de diferentes ciclos de mercado.
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