
Os utilizadores das mais recentes plataformas de processamento já podem reforçar a segurança física dos seus sistemas de secretária. Depois da forte contestação da comunidade tecnológica em torno da remoção da função TSME, a primeira resposta prática chegou ao mercado. De acordo com uma publicação partilhada no fórum da ASUS ROG, as primeiras atualizações de firmware em fase beta já se encontram disponíveis para as placas base AM5, devolvendo a encriptação de memória aos novos processadores da série 9000.
O regresso da proteção de dados aos utilizadores comuns
A funcionalidade TSME, ou Transparent Secure Memory Encryption, atua como um escudo direto na memória RAM do computador. Ao encriptar a informação armazenada em tempo real, impede que atacantes com acesso físico à máquina consigam extrair dados sensíveis através de técnicas invasivas como os ataques de arranque a frio. Esta barreira de segurança faz tradicionalmente parte do pacote empresarial Memory Guard, mas acabou por chegar aos consumidores regulares até ser subitamente bloqueada numa atualização anterior de firmware.
A pressão exercida pelos entusiastas forçou a AMD a prometer uma correção para o mês de julho, mas a ASUS decidiu antecipar o calendário oficial. Para o consumidor português que utiliza o computador para teletrabalho com dados confidenciais ou gestão de projetos críticos, esta reversão significa recuperar uma camada de segurança de nível empresarial sem a obrigatoriedade de investir em hardware da linha PRO, que habitualmente apresenta custos substancialmente superiores.
Modelos compatíveis e alertas para a instalação
O novo código base, assente no AGESA ComboAM5 PI 1.3.0.1b Patch A, abrange uma vasta lista de equipamentos da marca. Nas gamas de topo com os chipsets X870 e X670, as versões de firmware variam entre a 1001, 1686, 2401, 3886 e 3901, cobrindo dezenas de variantes das famílias ROG Crosshair, Strix, TUF Gaming e ProArt.
As gamas intermédias B850 e B650 também estão contempladas nesta fase de testes, com uma distribuição semelhante de versões de firmware que inclui as mais recentes edições preparadas para a norma WiFi 7. A fabricante deixa um aviso imperativo para quem pretende instalar estas versões beta para ativar o TSME: é estritamente desaconselhada a utilização de ficheiros CMO antigos para carregar perfis de configuração. A importação de definições prévias pode causar instabilidade no sistema com este novo patch, exigindo assim uma configuração limpa na nova interface para garantir o correto funcionamento da proteção de memória.
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