
É oficial: a Apple e a Google acabam de selar uma das parcerias mais importantes da década no mundo da tecnologia. Após meses de especulação, a empresa da maçã confirmou que irá utilizar os modelos Gemini da Google para alimentar a próxima geração da Siri e outras funcionalidades de Inteligência Artificial generativa nos seus dispositivos.
Numa declaração obtida pela CNBC, a Apple foi direta ao explicar a sua escolha: “Após uma avaliação cuidadosa, determinámos que a tecnologia da Google fornece a base mais capaz para os Modelos Fundacionais da Apple e estamos entusiasmados com as novas experiências inovadoras que irá desbloquear para os nossos utilizadores”.
Uma mudança de estratégia na Inteligência Artificial
Esta confirmação marca um ponto de viragem significativo. A Apple tinha demonstrado pela primeira vez uma versão da Siri com IA generativa durante a WWDC 2024, mas o caminho até ao lançamento tem sido sinuoso. Em março de 2025, a empresa anunciou o adiamento de uma grande atualização da assistente de voz para este ano, sinalizando que a tecnologia interna ainda não estava pronta para o palco principal.
Agora, fica claro que a solução passou por integrar o poder do Gemini. Embora a Apple continue a trabalhar nos seus próprios modelos, a base tecnológica da Google servirá como o motor “pesado” para as tarefas mais complexas que a nova Siri terá de executar.
De rivais a parceiros: o papel da OpenAI e Anthropic
O caminho até este acordo não foi linear. Em junho passado, surgiram relatórios de que a Apple estaria a considerar parcerias com a OpenAI e a Anthropic para potenciar a Siri. De facto, a assistente atual já consegue recorrer ao ChatGPT para certas questões no âmbito da Apple Intelligence, mas a empresa procurava uma integração mais profunda e robusta.
Os rumores sobre a Google ganharam força em novembro, quando foi noticiado que a Apple poderia estar a construir a nova Siri utilizando uma versão personalizada do Gemini, a correr nos seus servidores Private Cloud Compute. Falava-se, inclusive, num acordo que poderia envolver o pagamento de cerca de mil milhões de dólares anuais à gigante das pesquisas.
Embora a Apple não tenha partilhado detalhes financeiros especÃficos, a informação aponta para um acordo plurianual. Resta agora esperar para ver como esta fusão entre o ecossistema da Apple e a inteligência da Google vai transformar a forma como interagimos com os nossos iPhones e Macs.
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